segunda-feira, 5 de maio de 2014

7ª Edição do Música Pela Vida acontece no próximo final de semana

O Projeto Música pela Vida está inserido no contexto Cultural do município de Canguçu há sete anos e tem como objetivo acolher, auxiliar e combater as vulnerabilidades sociais através da Música e da Cultura com o compromisso de ações solidárias.

O Concerto Beneficente foi criado em 2008 através da iniciativa da banda de rock Antídotto Base com o apoio da Secretaria de Cultura e Conselho Tutelar, nesta 7ª Edição a Produção é feita pelo Projeto Aculturar – se em parceria com a Secretaria de Cultura Turismo Juventude e Mulheres.

Sem fins lucrativos, o projeto que está concretizando mais uma edição este ano, têm como objetivo atender as necessidades de crianças, adolescentes e adultos em estado de esmorecimento, que comprovadamente estejam vivenciando condições de carência material e emocional em nosso meio urbano e também rural.

Tendo uma visão um pouco mais aberta, neste ano o evento conta além de as três noites de atrações artísticas, também usará os dias para além de orientar, dar abertura ao público com mesas de debates, atrações de interação e desenvolvimento de atividades de conscientização.
A 7º edição do Música pela Vida acontece nos dias 9,10 e 11 de maio, na cidade de Canguçu, durante o decorrer de todos os dias, tendo como sede o Cine Teatro 27 de Junho, na praça Dr. Francisco Carlos dos Santos.

Página Oficial Música Pela Vida – https://www.facebook.com/pages/Música-pela-Vida/437297576401425

Página Oficial do Projeto Aculturar – se – https://www.facebook.com/aculturar.se

Contatos: Rafaela Moreira (53) 84456617 ou Jeff/Antídotto Base (53) 84185359

Fonte: http://www.ecult.com.br/noticias/7%C2%BA-edicao-do-musica-pela-vida-em-cangucu

terça-feira, 29 de abril de 2014

CONSULTA POPULAR - Confira a listagem com o número de votos de cada projeto:

1º lugar – Hospital de caridade – Equipamento Gerador e Transformador de energia – 1.009 votos
2º lugar – Sec. Mun. De Saude – Reforma Unidade Basica – 2º Distrito – 760 votos
3º lugar – Coleta Seletiva – Construção Galpão de reciclagem – 703
4º lugar – Desenvolvimento Rural - Construção Equipamento Feira Agricultura Familiar – 580 votos
5º lugar – Brigada Militar – viatura leve – 510 votos
6º lugar – Sec. Turismo Juventude e Mulheres – Capacitação para mulheres – 365 votos
7º lugar – Sec. Turismo Juventude e Mulheres – Melhorias caminhos de excesso Parque Turístico Nossa Senhora da Conceição – 334 votos
8º lugar – Associação canguçuense de Futebol de Campo – Apoio a realização de eventos esportivos – 314 votos
9º lugar – ETERC – equipamentos laboratório de solos – 295 votos
10º lugar – Associação de moradores Bairro Vila Nova – Aquisição equipamentos par Laser (praça) – 197 votos
11º lugar – Esc. Est. Oziel Alves Pereira – Laboratório de Informática – 191 votos
12º lugar – Associação Bairro Vila Fonseca – Padaria Comunitária – 118 votos
13º lugar – Veste Sul – Pavimentação, Iluminação e Esgoto Pluvial (aquisição de material) – 81 votos

Projetos Regionais
1º lugar – Saúde – Unidade de Traumatologia – 913 votos
2º lugar – Educação – 799 votos
3º lugar – Desenvolvimento Rural – 343 votos
4º lugar – Segurança – 212
5º lugar – Infraestrutura de Estradas – 209 votos

Foram votados projetos nas diversas áreas como educação, saúde, segurança, cultura, entre outros.

Aconteceu nesta segunda dia 28, mais uma Assembleia Pública Municipal da Consulta Popular. Neste ano, a segunda etapa do processo de Participação Popular e Cidadã 2014 com orçamento para 2015, obteve recorde de público atingindo a marca de 1416 votantes. Prestigiaram o evento a Deputada Estadual Miríam Marroni, o Presidente do Corede-sul, Cássio Mota, o Coordenador da 5ª CRE, Círio Machado Almeida, o Coordenador de Saúde da Região, Milton Martins, o Coordenador Regional SDR, Antônio Queiroz, a Coordenadora do Fórum de Governo, Cecília Hipólito, o Coordenador Regional de Participação Popular, Manuel Reis, além do Prefeito Gerson Nunes, Vice-prefeito Neizinho, secretários municipais e vereadores.

As Assembleias Públicas Municipais tem como objetivo definir as prioridades de cada município, elaborando assim, até dez demandas, dentro das áreas temáticas priorizadas na região. Também no ato, são escolhidos delegados que irão debater e definir, juntamente com os membros da Coordenação Regional e do Corede-Sul, a estruturação da cédula de votação do processo, que passará por aprovação no Fórum Regional do PPC que acontecerá em Pelotas no dia 12 de maio.


Através da Consulta Popular, Canguçu já recebeu 5 milhões 101 mil e 718 reais em recursos do Governo do Estado, veja na lista abaixo:

ETEC: Ampliação da Escola, Centro de Convivência e Equipamentos – R$ 360 mil
Hospital de Caridade de Canguçu: Aquisição de equipamentos e materiais de consumo, equipamentos para UTI, ampliação da área física e material de custeio – R$1 milhão 849 mil e 500 reais
Coleta Seletiva: Construção do galpão de reciclagem – R$ 75 mil
Segurança: Brigada Militar e Corpo de Bombeiros (viaturas, equipamentos e caminhão do corpo de bombeiros) – R$ 322 mil e 766 reais
Desenvolvimento Rural: Patrulhas agrícolas, capacitação e recuperação de pomares – R$ 652 mil e 066 reais.
Cultura: Cursos e capacitações – R$ 59 mil e 93 reais
Turismo: Material de Divulgação do Município – R$ 10 mil
Desenvolvimento Social: Equipamento e materiais de consumo – R$ 146 mil e 856 reais
CORSAN: Ampliação e melhoria da captação de água do Arroio Pantanoso – R$ 1 milhão e 625 mil


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Consulta Popular: Votação dos projetos acontece na próxima segunda-feira, dia 28


Acontece no dia 28 de abril mais uma Assembléia Pública Municipal da Consulta Popular. Neste ano, a segunda etapa do processo de Participação Popular e Cidadã 2014 com orçamento para 2015 acontecerá, em Canguçu, no Centro Esportivo Municipal à partir das 9h.

As Assembleias Públicas Municipais tem como objetivo definir as prioridades de cada município, elaborando assim, até dez demandas, dentro das áreas temáticas priorizadas na região. Também no ato, são escolhidos delegados que irão debater e definir, juntamente com os membros da Coordenação Regional e do Corede-Sul, a estruturação da cédula de votação do processo, que passará por aprovação no Fórum Regional do PPC que acontecerá em Pelotas no dia 12 de maio.

Poderão ser votados projetos nas diversas áreas como educação, saúde, segurança, cultura, entre outros. Toda a comunidade canguçuense esta convidada a participar deste processo democrático de decisão do destino de recursos públicos.

Através da Consulta Popular, Canguçu já recebeu 5 milhões 101 mil e 718 reais em recursos do Governo do Estado.

Sugestão de Leitura (disponível na Biblioteca)

Cem Anos de Solidão, o livro que criou uma geração de leitores

Arte por meio da escrita é o que fez o colombiano Gabriel García Márquez em sua obra definitiva, “Cem Anos de Solidão”. Construiu a história latino-americana tão repleta de guerras e solidão a partir da árvore genealógica de uma família
A América Latina é uma região diferenciada do mundo — quanto à história da construção de sua identidade. As instabilidades políticas, aliadas à insuficiência de recursos, muito contribuiu para a eclosão de movimentos típicos da alma latino-americana: ditaduras, guerras, guerrilhas, repressões, exílios e exportação de refugiados são fatos próprios de nossa história. Uma história de solidão, como bem definiu um de seus maiores intérpretes. Na visão desse intérprete, isso se deve a um nó que evidencia “a in­suficiência dos recursos convencionais para tornar nossa vida acreditável”.
Esse mesmo intérprete delineou, com a inteligência que lhe é peculiar, o perfil inerente ao continente latino-americano. Continente que revela o muito que tem de demente, mesmo após a libertação do império espanhol, que por anos dominou a maioria dos países latino-americanos. Trans­crevamos parte de um discurso desse intelectual, quando do recebimento da maior honraria que um homem de letras pode receber neste mundo: o Prêmio Nobel de Literatura.
“O general Antonio López de Santana, que foi três vezes ditador do México, mandou enterrar com funerais magníficos a perna direita que perdeu na chamada Guerra dos Bolos. O general García Mo­reno governou o Equador durante dezesseis anos como monarca absoluto, e seu cadáver foi velado com seu uniforme de gala e sua couraça de condecorações, sentado na poltrona presidencial. O general Maximiliano Hernández Martínez, o déspota teósofo de El Salvador que fez exterminar numa matança bárbara 30 mil camponeses, tinha inventado um pêndulo para averiguar se os alimentos estavam envenenados, e mandou cobrir de papel vermelho a iluminação pública para combater uma epidemia de escarlatina.”
Se quisermos trazer esse espírito da América Latina para bem junto de nós, basta observar o que foram o culto à personalidade do chavismo, as ditaduras militares da Argentina e do Chile — e, lógico, o Brasil pós-1964.
Nosso reconhecido intérprete aponta números, no seu discurso de premiação, que espantam quando o assunto é a repressão no Continente. Os dados são estarrecedores. Cinco guerras e dezessete golpes de Estado, 120 mil desaparecidos, morte de 20 milhões de crianças antes de completar dois anos, “mais que todas as crianças que nasceram na Europa ocidental desde 1970”.
O quadro não se altera se o assunto for o número de exilados e refugiados que a região exporta mundo afora. Um milhão de pessoas do Chile, um em cada cinco uruguaios sofrem a dor do exílio. E mais: a cada 20 minutos, El Salvador produz um refugiado. Enfim, todas essas adversidades representam mais que a população da Noruega. Sim, de fato nosso principal intérprete mostrou que conhece profundamente a alma da América Latina. Demonstrou isso não só naquele memorável discurso de sua premiação, mas, sobretudo, pelas obras-primas que produziu para a humanidade ao longo de sua produtiva vida dedicada à literatura.
A solidão latino-americana se torna mais visível ainda se o assunto for a economia da região. Somos condenados àquilo que a Comissão Para o Desenvolvimento da América Latina (Cepal) dicotomiza entre centro e periferia, que nos condena a eternas trocas desiguais. Numa primeira fase de nossa história, a exportação de matérias-primas e importação de produtos industrializados; numa segunda fase, em tempos de globalização, nossa recente industrialização nos tornou dependentes numa nova e prisioneira subordinação corporificada pela dependência tecnológica. Ou seja, a inovação tecnológica produzida nos centros mais dinâmicos tornou nossas indústrias suas prisioneiras.
Construir a história latino-americana tão repleta de guerras e solidão a partir da árvore genealógica de uma família, que na realidade é a sua. Fazer isso articulando gerações e gerações sem perder o fio da meada não é tarefa para qualquer um. Transportar o leitor para o mundo de solidão dos personagens tão apegados a guerras inúteis, à solidão e magia inerente a sociedades lentas e subdesenvolvidas, léguas distante da modernidade, sem citar explicitamente aonde quer chegar, mas levando leitores mais experientes a intuírem a mensagem do escritor não é tarefa para um autor comum. Enfim, elaborar tudo isso num ambiente narrativo repleto de imaginação, recorrendo à fantasia para revelar a realidade, é o que fez desse escritor um mestre num estilo que conhecemos como realismo mágico. É o que conhecemos como arte. Arte por meio da escrita é o que construiu o colombiano Gabriel García Márquez na obra definitiva, que certamente muito contribuiu para que a ele fosse merecidamente concedido o Prêmio Nobel de Literatura, de 1982.
A obra de que falo é considerada a mais importante escrita em língua hispânica depois de “Dom Quixote”, do espanhol Miguel de Cervantes. Falo de “Cem Anos de Solidão”, um sucesso absoluto com mais de 50 milhões de exemplares vendidos. Um clássico da literatura mundial. É dela que falaremos a seguir, depois de apresentar o autor — se é que ele ainda precise de apresentação.
Escritor, jornalista, editor e ativista político, Gabriel García Márquez nasceu no dia 6 de março de 1927, em Aracataca, Colômbia. Com a mudança dos pais para Barranquilla, conviveu intensamente com os avós maternos, que o criaram em sua primeira infância, e de quem recebeu intensa influência. Do avô, um veterano da Guerra dos Mil Dias, escutou histórias que muito influenciaram suas obras literárias. Estudou Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas não chegou a se graduar.
García Márquez leu e viajou por muitas partes do mundo. Os autores que mais o influenciaram foram o tcheco Franz Kafka, o mexicano Juan Rulfo e o norte-americano William Faulkner. Foi-lhe concedido o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra. “Cem Anos de Solidão” é considerado o romance introdutor de um estilo literário: o realismo mágico. Como ativista político, García Márquez se tornou um respeitado interlocutor de governos latino-americanos. Dentre seus amigos, destacam-se Fidel Castro, de Cuba, e o ex-presidente francês François Mitterrand.

Fonte: http://www.revistabula.com/671-cem-anos-de-solidao-o-livro-que-criou-uma-geracao-de-leitores/

terça-feira, 22 de abril de 2014

Homenagem a Gabriel García Márquez (Gabo)

O escritor colombiano Gabriel García Márquez morreu nesta quinta-feira (17) aos 87 anos. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1982 e autor de clássicos como "Cem anos de solidão" e "Amor nos tempos de cólera", García Márquez também produziu uma vasta obra jornalística, que inspirou (e ainda vai inspirar!) gerações de outros jornalistas e escritores.
Mesmo enquanto vivia, Gabo - como é conhecido pelos fãs - teve muitas frases atribuídas a ele. Como nem tudo é verdade, fomos investigar e estas "aspas" abaixo a gente garante que são dele:
  1. “Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade”
  2. “A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada”
  3. “Tudo é questão de despertar sua alma”
  4. “A vida não é mais do que uma contínua sucessão de oportunidades para sobreviver”
  5. “Não passes o tempo com alguém que não esteja disposto a passá-lo contigo”
  6. “O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança”
  7. “Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiver triste, porque nunca se sabe quem pode se apaixonar por teu sorriso”
  8. “Lembre sempre que o mais importante num bom casamento não é a felicidade e sim a estabilidade”
  9. "A vida não é o que se viveu, mas sim o que se lembra, e como se lembra de contar isso"
  10. “No dia em que a merda tiver algum valor, os pobres nascerão sem cu”
  11. “A ética deve acompanhar sempre o jornalismo, como o zumbido acompanha o besouro”
  12. “Um verdadeiro amigo é alguém que pega a sua mão e toca o seu coração”
  13. "Não chore porque acabou, sorria porque aconteceu"
  14. "As coisas de valor não por causa de seu valor, mas por causa de seu significado”
  15. “Um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se”
  16. "Amar torna-se maior e mais nobre na calamidade"
  17. "O escritor escreve seu livro para tentar explicar a si mesmo o que está além de sua compreensão"
  18. "A memória do coração elimina o mau e aumenta o bom. Graças a esse artifício, somos capazes de suportar o passado"
  19. "Todos temos três vidas: A vida pública, a vida privada, e uma vida secreta".

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2014/04/17/citacoes-gabo-garcia-marquez-frases_n_5169554.html 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Canguçu enfeita-se para a PÁSCOA!

A Praça Dr. Francisco Carlos dos Santos e a frente da Prefeitura estão enfeitadas para a páscoa com lindos coelhos confiram algumas fotos:

O ovo e a vida - Fábio Gonçalves

Dentro do ovo,
escondidas de todos,
há uma clara e uma gema,
células do novo,
que se formam em segredo...
Dentro de nós ( que um dia fomos ovo),
há claras e gemas.
Claras, quando a mente é aberta
e gemas, quando a dor aperta...
A casca é dura
quando nos fechamos
ao novo,
ao sol, à vida...
A vida futura do ovo é um novo ser
ávido por sol,
por luz e por vida.
A vida é uma grande ave,
de asas abertas e quentes que,
pacientemente persevera
no ato de aquecer, estimular, instigar...
Calmamente, espera o milagre,
acredita nele,
insiste nele,
“bota fé”!
Aquece o ovo,
protege o ovo
acredita no novo
e enche de esperança o ninho nosso de cada dia.
O ovo, aquecido,
rompe a casca sem medo e,
uma vida nova,
quebrando o segredo
e rompendo o silêncio, nasce!
Dentro de nós também há vida,
maior que a vida do ovo,
melhor que a vida do ovo,
É a nossa vida em Cristo Ressuscitado!
Um gesto, uma vontade, um sonho, uma atitude
fazem com que a casca se rompa
e a vida ressurge
fulgurante e linda,
“pintando” no pedaço!
Isto é ressurreição, isto é Páscoa!
Páscoa é quando ousamos mudar algo em nós!
É quando rompemos barreiras para sermos melhores...
É quando quebramos a casca de nossa vida velha e quebramos a cara,
acreditando na possibilidade da luz...
As cascas são muitas...
Muitas delas, mais duras e mais difíceis de serem rompidas.
Mas a força do ovo vem de dentro.
É do lado de dentro que nasce
a vontade de ser novo!
Não sejamos ovos!
Sejamos novos!

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Carlos Drummond de Andrade

 QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
 


Nome:
Carlos Drummond
de Andrade
Natural:
Itabira - MG
Nascimento:
31/10/1902
Morte:
17/08/1987

Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) foi poeta brasileiro. "No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho". Este é um trecho de uma das poesias de Drummond, que marcou o 2º Tempo do Modernismo no Brasil. Foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nasceu em Itabira de Mato Dentro, interior de Minas Gerais. Filho de Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade, proprietários rurais decadentes. Estudou no colégio interno em Belo Horizonte, em 1916. Doente, regressa para Itabira, onde passa a ter aulas particulares. Em 1918, vai estudar em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, também no colégio interno.

Em 1921 começou a publicar artigos no Diário de Minas. Em 1922 ganha um prêmio de 50 mil réis, no Concurso da Novela Mineira, com o conto "Joaquim do Telhado". Em 1923 matricula-se no curso de Farmácia da Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte. Em 1925 conclui o curso. Nesse mesmo ano casa-se com Dolores Dutra de Morais. Funda "A Revista", veículo do Modernismo Mineiro.

Drummond leciona português e Geografia em Itabira, mas a vida no interior não lhe agrada. Volta para Belo Horizonte, emprega-se como redator no Diário de Minas. Em 1928 publica "No Meio do Caminho", na Revista de Antropofagia de São Paulo, provocando um escândalo, com a crítica da imprensa. Diziam que aquilo não era poesia e sim uma provocação, pela repetição do poema. Como também pelo uso de "tinha uma pedra" em lugar de "havia uma pedra". Ainda nesse ano, ingressa no serviço público. Foi auxiliar de gabinete da Secretaria do Interior de Minas.

Em 1930 publica o volume "Alguma Poesia", abrindo o livro com o "Poema de Sete Faces", que se tornaria um dos seus poemas mais conhecidos: "Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução". Faz parte do livro também, o polêmico "No Meio do Caminho", "Cidadezinha Qualquer" e Quadrilha". Em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro, vai trabalhar com o Ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema. Em 1940 publica "Sentimento do Mundo" influenciado pela Segunda Guerra Mundial. Em 1942 publica seu primeiro livro de prosa, "Confissões de Minas". Entre os anos de 1945 e 1962, foi funcionário do Serviço Histórico e Artístico Nacional.

Em 1946, foi premiado pela Sociedade Felipe de Oliveira, pelo conjunto da obra. O modernismo exerceu grande influência em Carlos Drummond de Andrade. O seu estilo poético era permeado por traços de ironia, observações do cotidiano, de pessimismo diante da vida, e de humor. Drummond fazia verdadeiros "retratos existenciais", e os transformava em poemas com incrível maestria.
A poesia de Carlos Drummond de Andrade era facilmente entendida e captada pelo grande público, o que o tornou poeta popular, o que não quer dizer que seus poemas fossem superficiais. A Rosa do Povo é um poema muito conhecido e comentado. A rosa nesse poema funciona como metáfora do entendimento universal, dos valores da democracia e da liberdade, valores típicos da modernidade no século 20. Carlos Drummond de Andrade foi também tradutor de autores como Balzac, Federico Garcia Lorca e Molière.
Em 1950, viaja para a Argentina, para o nascimento de seu primeiro neto, filho de Julieta, sua única filha. Nesse mesmo ano estréia como ficcionista. Em 1962 se aposenta do serviço público mas sua produção poética não para. Os anos 60 e 70 são produtivos. Escreve também crônicas para jornais do Rio de Janeiro. Em 1967, para comemorar os 40 anos do poema "No Meio do Caminho" Drummond reuniu extenso material publicado sobre ele, no volume "Uma Pedra no Meio do Caminho - Biografia de Um Poema". Em 1987 escreve seu último poema "Elegia de Um Tucano Morto".
Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, doze dias depois do falecimento de sua filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade.

Muito a propósito da sua posição política, Drummond diz, curiosamente, na página 82 da sua obra "O Observador no Escritório", Rio de Janeiro, Editora Record, 1985, que "Mietta Santiago, a escritora, expõe-me sua posição filosófica: Do pescoço para baixo sou marxista, porém do pescoço para cima sou espiritualista e creio em Deus."

Fonte: http://www.e-biografias.net/carlos_drummond/